Quando cada minuto impacta o caixa, o planejamento de rotas vira o motor da eficiência.
Neste guia prático, nós da Via Expressa vamos mostrar como transformar origem–destino em roteiros otimizados usando janelas de entrega, restrições de tráfego, perfil de carga e integração TMS/ERP.
Explicamos como reduzir prazos e custos (km rodado, tempo de doca, retrabalho), elevar OTIF, priorizar o last mile e criar planos de contingência para picos e imprevistos, tudo com rastreio em tempo real e POD digital para fechar o ciclo com previsibilidade.
Por que o planejamento de rotas é decisivo
Roteiros mal desenhados elevam quilômetros rodados, tempo de doca e retrabalho , e isso se traduz em atraso, avaria e custo.
Um bom planejamento equilibra prazo, capacidade e restrições (urbanas, de cliente e de produto), entregando previsibilidade de OTIF e menor custo por entrega, sobretudo em picos sazonais.
Veja também: Como a sazonalidade de fim de ano impacta o planejamento logístico
O que entra no desenho de uma rota vencedora
- Demanda e perfil de carga: volumes/dimensões, temperatura, prioridade e compatibilidades.
- Janela de entrega: horários de cliente, SLAs contratuais e rotas com curfew.
- Capacidade de frota: leve, médio e semipesado; plataforma, refrigeração, escolta quando aplicável.
- Geografia e restrições: zonas de rodízio, vias proibidas, pedágios, acessos a CD’s.
- Malha e hubs: uso de cross-docking, pontos de consolidação e backhaul (rota de retorno).
Erros mais comuns (e como evitá-los)
- Superalocação de paradas: muitos drops por veículo sem considerar janelas → solução: agrupar por cluster e janela.
- Rotas sem janela e sem prioridade: tudo “igual” no algoritmo → solução: pesos por SLA e por setor.
- Desconexão TMS–ERP: divergência de estoque/nota → solução: integrações e validação em D-1.
- Ignorar restrições urbanas: zona de restrição ou doca sem plataforma → solução: cadastro rico de clientes/locais.
- Falta de evidência: sem foto e sem POD digital → solução: eventos mobile obrigatórios.
Como reduzir prazos e custos (na prática)
1) Planeje por janelas (time-slotting).
Distribua as entregas em blocos: manhã, meio do dia e tarde. Isso reduz esperas e reentregas.
2) Roteirize por clusters.
Agrupe geograficamente e por perfil de cliente. Menos zigue-zague = menos km e menor risco.
3) Use capacidade certa para a tarefa certa.
Veículo pequeno performa melhor no centro urbano; semipesado nos eixos de volume.
4) Padronize doca e embalagem.
Altura de pallet, filme e cantoneira padrão aceleram a carga e diminuem a avaria, menor tempo de doca.
5) Telemetria e replanejamento dinâmico.
Trânsito e imprevistos? Recalcule rotas no TMS e avise o cliente antes do atraso acontecer.
6) Estratégia híbrida (aéreo + rodoviário).
Para SLAs críticos, use aéreo até o hub principal e distribua o last mile por rodoviário otimizado.
Tecnologia que faz diferença
- TMS integrado ao ERP/WMS: pedidos válidos, conferência por foto, cubagem e romaneio automatizado.
- App mobile de entrega: check-in/out, fotos obrigatórias, ocorrências e POD digital (assinatura/imagem).
- Rastreamento híbrido: GPS + eventos operacionais para visibilidade ponta a ponta.
- Painel de KPIs em tempo real: OTIF, tempo de doca, km por entrega, taxa de reentrega, custo por embarque.
Indicadores para acompanhar toda semana
- OTIF (on time in full) – percentual de pedidos no prazo e completos.
- Tempo médio de doca por embarque – carregamento/descarga.
- Km por entrega – eficiência do desenho de rota.
- Taxa de reentrega/insucesso – impacto direto em custo e satisfação.
- Avarias por mil volumes – qualidade do acondicionamento e amarração.
- Custo por embarque/por drop – visão financeira da rota.
Passo a passo de implantação (em 10 dias)
Dia 1–2: mapeie janelas, restrições e cadastros de entrega (docas, plataformas, curfews).
Dia 3–4: configure o TMS (prioridades por SLA, clusters, capacidades, tempos padrão).
Dia 5: conecte ERP/WMS (itens, volumes, cubagem e documentação).
Dia 6: pilote 2–3 rotas com acompanhamento em tempo real.
Dia 7: ajuste tempos de serviço, velocidades e buffers.
Dia 8–9: treine equipe (planejamento, operação e motorista) no app mobile e em ocorrências.
Dia 10: publique o painel de KPIs e defina rotinas de revisão (diária/semanal).
Veja também: Transporte emergencial: Quando e por que contratar
Urbanas x metropolitanas (até 150 km): o que muda entre elas
- Urbanas (miolo da capital): veículo ágil, janela curta, restrições de circulação e docas desafiadoras.
- Metropolitanas (raio até 150 km): ganho de escala por cluster, rotas mais longas e menos paradas.
- Boas práticas para ambas: confirmação prévia de janela, contingência definida e POD digital imediato.
Como a Via Expressa executa rotas com previsibilidade
A Via Expressa combina TMS integrado, app mobile com foto obrigatória, rastreamento em tempo real e equipe treinada para rotas críticas.
A malha contempla rodoviário com frota própria (leves, médios e semipesados, inclusive refrigerados) e integração com modal aéreo quando o prazo é inegociável. Resultado: menos km, menos tempo de doca, mais OTIF.
Checklist rápido antes de liberar a rota
- Pedidos validados no ERP/WMS (quantidade, volume, documentos).
- Veículo correto por perfil de carga e região.
- Janela confirmada com o cliente e contato no local.
- Itens de segurança: EPI, amarração, lacre e instruções especiais.
- App mobile operante, rotas carregadas e POD digital testado.
- Plano de contingência: alternativa de rota e comunicação proativa.
Planejar rotas é otimizar cada minuto, desde a doca ao comprovante de entrega. Com processos claros, tecnologia integrada e indicadores vivos, sua operação encurta prazos, reduz custos e eleva o OTIF de forma consistente.
Se sua empresa precisa de velocidade, segurança e precisão, conte com quem entende do assunto, entre em contato com a Via Expressa.